Sesau trabalha na elaboração da Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo

Caracterizado pela ausência parcial ou total de pigmento na pele, olhos e cabelos, o albinismo atinge principalmente os afrodescendentes, que necessitam de atenção especial durante toda a vida. Diante desta realidade, técnicos da Gerência de Atenção Primária (GAP) da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) trabalham na elaboração da Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo.

Para isso, a equipe multidisciplinar da Supervisão de Políticas Transversais tem se reunido, periodicamente, com representantes de movimentos sociais ligados às pessoas com albinismo. Isso porque, a construção do projeto referente à Linha de Cuidados deve ocorrer de forma participativa e democrática, ouvindo todos os segmentos da sociedade e respeitando as especificidades dos albinos.

O assessor técnico de Políticas Transversais da Sesau, Sidney Santos, ressalta que o objetivo da implantação da Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo é informar sobre os direitos da categoria e, principalmente, assegurar o acesso à assistência em saúde de forma eficiente e qualificada. Realidade que se deve ao fato de a deficiência ao acesso aos serviços de saúde causar sérios transtornos aos albinos, entre eles, graves problemas dermatológicos, que resultam em câncer de pele e problemas de visão.

“Atualmente existem 69 comunidades quilombolas em Alagoas que necessitam de parceria para qualificar, ainda mais, os cuidados em saúde, nas áreas de dermatologia, oftalmologia e na distribuição de protetor solar e labial. Por isso, a criação da Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo é fundamental para que este segmento da sociedade tenha acesso a políticas de saúde eficientes, que evitem os graves problemas que os afligem”, salientou Sidney Santos.

Conforme a gerente de Atenção Primária da Sesau, médica Alexandra Ludugero, com a implantação da Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo, será possível identificar quantos são e em que municípios residem os albinos. A partir de então, serão estabelecidas prioridades no atendimento a este segmento no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco no aconselhamento genético, prevenção e tratamento de problemas relacionados ao albinismo.

“Temos que atuar na prevenção, por meio do aconselhamento genético, que vai evitar o nascimento de pessoas com albinismo. Mas, prioritariamente, é preciso estabelecer um fluxo de atendimento aos albinos na rede pública de saúde, garantindo a realização de exames oftalmológicos e dermatológicos para o monitoramento dos riscos de cegueira e de câncer de pele”, destacou Alexandra Ludugero.

Ainda de acordo com a gerente de Atenção Primária da Sesau, a Linha de Cuidados às Pessoas com Albinismo também prevê a aquisição de equipamentos necessários à proteção dos olhos e pele, assegurando a melhoria funcional e autonomia pessoal dos portadores de albinismo. O programa também deve focar no desenvolvimento de projetos especiais de prevenção a acidentes, disponibilização de protetores e bloqueadores solares e de óculos escuros que contenham proteção contra os raios UVA e UVB”, enumerou.

 

SESAU




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