Senador Fernando Collor sugere a criação de instituição ambiental independente no Senado

 

Waldemir Barreto/Agência Senado

O senador Fernando Collor (PTC-AL) propôs a criação, no âmbito do Senado, de uma instituição ambiental independente, para acompanhar e articular junto a foros e assembleias legislativas de nações mais reticentes o cumprimento das metas do Acordo de Paris, assinado na COP-21.

Em pronunciamento nesta segunda-feira (12), durante a sessão temática sobre os 25 anos da Rio 92 e da Convenção do Clima, Collor criticou a saída dos Estados Unidos do Acordo do Clima e afirmou que, com a decisão, o presidente americano, Donald Trump, sentenciou a humanidade ao desaparecimento paulatino e à morte.

Collor lembrou que o ex-presidente dos EUA Barack Obama havia se comprometido, em 2015, com uma redução das emissões entre 26% e 28% até 2025. Agora, com a decisão de Trump, disse o senador, a perspectiva é de que a redução, no caso dos norte-americanos, não supere os 14%. Para o parlamentar, a esperança é que a China, como maior poluidora entre as nações, assuma o papel e o protagonismo nessa luta.

— Antes, a filosofia chinesa dizia que, enquanto o Ocidente tem como referência o relógio, a China tem como referência o tempo. Agora, eles não mais têm o tempo. O relógio está no pulso da própria China. Se ontem ela exaltava a paciência, a reflexão e o tempo disponível para suas decisões, hoje ela corre contra o tempo diante da iminência das catástrofes ambientais que se anunciam com o abandono americano do Tratado de Paris.

Ao apelar para que o Senado tome a frente nas discussões ambientais, ele lembrou que o Brasil se comprometeu em reduzir 37% das emissões de carbono até 2025, com o indicativo de redução de 43% até 2030. Mas de nada adiantarão os esforços, disse Collor, se não houver um movimento internacional coordenado.

Ascom – 13/06/2017


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