Inácio Loiola cobra plano para utilização das águas do Canal do Sertão

A inauguração de uma estrada em Olho D’Água do Casado, a falta de planejamento para o uso das águas do Canal do Sertão e a exploração das potencialidades do Estado, principalmente da região sertaneja, foram destaques no pronunciamento do deputado Inácio Loiola (PDT), durante a sessão ordinária desta quarta-feira, 16. “Essa estrada, no meu entendimento, é de grande importância para o Sertão de Alagoas. É uma estrada de aproximadamente 6km, feita através de emenda do deputado (federal) Paulão (PT), em parceria com o Governo do Estado, que vai ajudar muito o turismo daquela região”, observou Loiola, informando que a rodovia liga Olho D’Água do Casado ao lago do Xingó.

“É de conhecimento de todos que, neste século, a região que mais avançou turisticamente no Brasil foi a região dos cânions do São Francisco”, destacou o pedetista, lembrando que no início do Governo, Renan Filho inaugurou outra obra de grande relevância para o Sertão alagoano, a estrada que liga o município de Mata Grande a Água Branca. “Cortando toda uma região de micro clima do Sertão, com todas as condições para se produzir horticultura e fruticultura, até hoje um potencial adormecido da região”, cobrou Inácio Loiola, ressaltando que o governador tem mostrado, ao final da sua gestão, ter recursos para investir em duplicação de estradas, em pontes, em aeroportos, em hospitais e em tantas outras obras relevantes para o desenvolvimento econômico e social de Alagoas, porém não tem investido em projetos agronômicos.

Canal do Sertão
De acordo com Inácio Loiola, a obra hídrica mais importante para o Estado, depois da Transposição do São Francisco – da qual sempre foi contra, por considerar um crime ao meio ambiente –, é o Canal do Sertão, que teve início em 1992, no Governo de Geraldo Bulhões, e já consumiu cerca de R$ 3 bilhões. No entanto, a obra só concluiu 125km dos 250km projetados. “O Canal do Sertão tem 28 anos de existência e 28 anos sem serventia nenhuma. Não existe, até hoje, o projeto agronômico, apenas o projeto do Canal, sem o aproveitamento das águas”, cobrou o parlamentar, acrescentando que o Canal do Sertão tem como objetivo o abastecimento de água, com utilização no consumo humano, na irrigação e na psicultura.

“Temos tudo para ser a região mais desenvolvida do Nordeste. Porque nenhuma outra no mundo se desenvolve sem esses três pilares: água, estrada e energia. O alto Sertão tem a maior concentração de hidrelétricas do mundo, temos água e estrada”, assegura Loiola, lembrando que ao longo desses 28 anos ainda não se sabe quem vai operar o Canal do Sertão, nem o estudo agronômico das áreas em condições de irrigação, nem as culturas a serem exploradas. “E o mais agravante nesse processo todo é que, ao longo desse quase 125km de extensão do Canal, não temos ainda energia elétrica para fazer com que essas águas sirvam para atender a população”, ressaltou Loiola.

Em apartes, os deputados Gilvan Barros Filho (PSD), Davi Maia (DEM) e Ricardo Nezinho (MDB) colaboraram com o pronunciamento de Inácio Loiola. “Já foram inúmeras vezes que vossa excelência alertou ao Governo para esse tema, que é de grande importância para o Sertão alagoano e que dará independência àquela região, caso o Canal do Sertão seja implantado de forma correta”, observou Gilvan Filho. O deputado Davi Maia informou que o Governo do Estado tem recursos em caixa e que irá receber cerca de R$ 600 milhões da outorga do serviço de saneamento e abastecimento de água da Região Metropolitana de Maceió. “E dessa janela de oportunidades não estamos vendo a vontade do Governo em aproveitar os recursos em caixa para investir em algo que vai ser perene e pode mudar definitivamente aquela região”, disse Maia.

O deputado Ricardo Nezinho parabenizou Loiola pelo pronunciamento e disse não ter a menor dúvida que a conclusão das obras vai gerar emprego e renda. “Vossa excelência traz, de uma forma lúcida e competente, a importância de um esforço mútuo da bancada federal para que possa acelerar e chegar ao ponto final dos 250 km do Canal do Sertão”, observou.




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