COVID-19: estatísticas colocam Alagoas como referência nacional no combate à pandemia

A guerra contra o vírus continua, mas após seis meses de luta incessante, Alagoas se tornou referência nacional pela evolução histórica positiva dos números no enfrentamento à Covid-19. Na última semana, o estado se destacou por registrar o maior período de quedas na média móvel de mortes em todo o Brasil, com quase 50 dias seguidos de diminuição na taxa.

O bom resultado nas estatísticas também é observado nos demais indicadores da chamada Matriz de Riscos – conjunto de parâmetros determinantes para a transição de fases no Plano de Distanciamento Social Controlado. A Taxa de Ocupação de Leitos Geral, por exemplo, chegou a bater a casa dos 80% no pico da curva. Já na última semana epidemiológica divulgada (semana 38), a média de ocupação dos 1.326 leitos abertos exclusivamente para pacientes com Covid-19 ficou abaixou de 20%.

Ao comparar os números de óbitos causados pelo vírus nos últimos três meses, a constatação do arrefecimento da pandemia em Alagoas fica mais evidente. Em junho, auge da crise, foram 762 casos fatais. No mês seguinte, houve uma queda para 407 mortes. E em agosto ocorreu diminuição mais acentuada, com 158 óbitos.

No início da pandemia, o indicador Oferta de Leitos com Respiradores por 100 mil habitantes registrava a taxa de três leitos para cada grupo de 100 mil pessoas. Atualmente, 25 semanas depois do primeiro caso confirmado no estado, a média subiu para 9,95 leitos – número bem próximo dos 10 leitos por 100 habitantes, quantidade mínima ideal sugerida pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os dados irrefutáveis permitiram ao governador Renan Filho anunciar a publicação, válida a partir desta segunda-feira (28), de novo decreto que determina o avanço de todos os municípios do interior para a fase azul do Distanciamento Social Controlado. “O Estado de Alagoas, felizmente e pela colaboração de todos, tem sido referência no combate à Covid-19”, defendeu o governador durante coletiva de imprensa realizada na última quarta-feira (23).

Se o papel decisivo coube ao cidadão e aos profissionais de saúde, a gestão estratégica da crise por parte do Governo do Estado garantiu a proteção e o atendimento para a população alagoana. “Durante esse processo difícil, nós ampliamos a rede, entregamos hospitais, contratamos profissionais, compramos medicamentos, avançamos em transparência e hoje temos tido bons resultados no enfrentamento à pandemia”, listou Renan Filho.

O atual estágio no comportamento da doença possibilitou que o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, anunciasse a desmobilização de alguns leitos contratualizados junto à rede hospitalar privada e o fechamento, hoje (28), do Hospital de Campanha Dr. Celso Tavares, inaugurado no dia 22 de maio, no Centro Cultural e de Exposições, em Maceió.

Comunicação e transparência

Somados aos investimentos em infraestrutura e recursos humanos, a atuação do Executivo estadual sempre se pautou na ciência e nas recomendações dos especialistas da área da saúde para regulamentar as medidas de combate à Covid-19. E além de aplicar protocolos sanitários e de controle social com a publicação de decretos emergenciais, a gestão governamental promoveu orientação à população por meio de um eficiente planejamento comunicacional e empenhou-se em disponibilizar acesso transparente às informações sobre aplicação dos recursos públicos.

O Chefe do Gabinete Civil, Fábio Farias, destacou que “Alagoas foi recentemente avaliado por um instituto internacional como o estado mais transparente do Brasil em relação à publicação de informações sobre a Covid-19”. O gestor se refere à pontuação máxima obtida no ranking da ONG Transparência Internacional Brasil, divulgado no último dia 1º de setembro, que avalia a transparência no uso dos recursos emergenciais para o combate à pandemia do novo coronavírus.




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