COVID-19: cartilha orienta sobre os cuidados na volta às aulas presenciais

Com o objetivo de orientar profissionais que atuam em escolas públicas e privadas sobre um retorno seguro às aulas presenciais, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), elaborou uma cartilha com informações básicas para que essa retomada ocorra da melhor forma possível. O material é direcionado a diretores de escolas, professores, coordenadores pedagógicos, serviços gerais, cozinheiros e auxiliares de cozinha, nutricionistas, porteiros, trabalhadores de manutenção e escritório desses estabelecimentos.

Melânia Vitorino, fisioterapeuta da Coordenação Técnica de Proteção, Segurança e Saúde do Trabalhador do Cerest, é responsável pela elaboração do material e destaca que as escolas devem adotar algumas medidas estruturais. “As escolas devem disponibilizar água, sabão e álcool em gel, em diversos locais, como salas de aula, corredores banheiros, entrada e saída da escola. É preciso também evitar o uso de ar-condicionado e evitar aglomerações na entrada e saída dos alunos, criando horários alternativos para as turmas”, explica.

Diretores, coordenadores, professores, alunos e pais de alunos também devem passar por uma formação antes do retorno às aulas. “Pais e professores devem procurar manter-se informados sobre a covid-19, seus modos de transmissão, sintomas da doença e medidas de prevenção por meio de fontes confiáveis, evitando as fake news”, destaca Melânia Vitorino. Para a profissional, crianças e profissionais da educação, se doentes, não devem frequentar a escola. Jogos, competições, festas, reuniões, comemorações e atividades que envolvam coletividade devem ser temporariamente suspensos.

O material traz ainda orientações sobre medidas coletivas que devem ser tomadas para evitar o contágio, como a organização das equipes para trabalhar de forma escalonada e com medidas de distanciamento social, o afastamento de alunos (sempre de 3 em 3 cadeiras) e ir alternando e considerar o trabalho remoto de servidores e colaboradores que estão em grupos de risco.

“Medidas relativas ao transporte escolar também devem ser consideradas, tais como a ventilação do veículo e a higienização de bancos e cadeiras, assim como os cuidados casa-escola-casa, como a higienização prévia dos materiais vindos de casa, uso do uniforme somente na escola e uso de máscara para maiores de 2 anos”, finaliza Melânia Vitorino, fisioterapeuta do Cerest.

Confira aqui a cartilha completa.




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