Branquinha: laudo sobre incêndio em escola deve sair em 30 dias

Na tarde dessa terça-feira (23), peritos do Corpo de Bombeiros Militar (CBM) estiveram  em Branquinha, para realizar a avaliação na Escola Municipal Diógenes Batista da Silva, atingida por um incêndio de grandes proporções na madrugada do último sábado (20). o resultado da perícia deve sair em 30 dias.

De acordo com o tenente Pontes do CB, por conta das proporções que o fogo tomou, torna-se dificultoso saber o que pode ter causado as chamas. “A busca pela causa se tona difícil porque uma grande quantidade de material estava presente no local.  São muitos fatores que podem ser observados e também eliminados para que se restrinja a duas ou três possíveis causas”, disse Pontes.

Outro fator que contribuiu para que as chamas consumissem tudo, segundo Pontes, foi o material utilizado na estrutura do local, que era inflamável. “A estrutura de construção é propícia para alimentação do incêndio. A gente não tem uma estrutura de alvenaria que preservaria, de certa forma, o ambiente. Encontramos um ambiente totalmente destruído. É um trabalho minucioso que deve ser observado o que havia no local”, falou o capitão.

204 crianças que estudavam na unidade de ensino estão sendo transferidas para a Escola Mário Gomes, no Centro da cidade, que estava fechada porque foi atingida pela enchente em 2010. As aulas foram retomadas nesta quarta-feira (24). Segundo o secretário de Educação, os alunos não terão o ano letivo prejudicado.

“Nosso maior foco foi não prejudicar o ensino dos nossos alunos. Um ano muito importante com a questão do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O foco principal no ensino nós estamos mantendo”, frisou o secretário.

Ainda segundo o secretário, já foi realizado todo o levantamento das perdas e do que será necessário para reconstruir a escola, e aguarda o laudo pericial. “Já estamos dando entrada no Governo Federal, juntamente com a Secretaria do Estado para conseguirmos recursos para a construção da unidade. Por estamos em uma cidade pobre, sabemos a dificuldade que temos de arcar com a construção ou reconstrução de uma escola. Agora, vamos aguardar um posicionamento do Governo Federal quanto aos recursos para a construção”, conclui.

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