Vistoria aponta novas medidas para bairros afetados por movimento do solo

A segunda visita do Gabinete de Gestão Integrada para a Adoção de Medidas de Enfrentamento aos Impactos do Afundamento dos Bairros (GGI dos Bairros) deverá formalizar um relatório para adoção de medidas urgentes, como a alteração de uma rede de alta tensão, que corta o bairro do Pinheiro, e a demolição de imóveis que apresentam risco imediato de desabamento.

A visita começou no prédio onde foi montado o Centro de Acolhimento e Triagem (CAT) localizado num trecho da Rua Miguel Palmeira, no bairro do Pinheiro, fora da área de risco. O prédio está em fase de finalização, com de montagem de equipamentos.

O coordenador do GGI dos Bairros, Ronnie Mota, espera que após a inauguração, o prédio já seja usado para prestar atendimento psicossocial aos moradores das áreas afetadas que tiveram que evacuar suas casas após o início da movimentação do solo. “Esse atendimento deve começar no mesmo dia em que o equipamento for inaugurado. Já estamos definindo com as secretarias que vão atuar aqui qual é o corpo técnico que será disponibilizado e qual o mobiliário necessário para este atendimento”, afirmou.

De lá, a equipe do GGI dos Bairros e da Defesa Civil Municipal seguiu para o cruzamento das Ruas Professor Mário Marroquim com a Joaquim Gouveia de Albuquerque, onde fica a Igreja Menino Jesus de Praga, considerada pela Defesa Civil o epicentro do problema que atinge os bairros do Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e Farol. Após isso a comitiva seguiu para a Rua Luiz Rizzo, uma das travessais da Rua Joaquim Gouveia de Albuquerque, também considerada ponto crítico da movimentação do solo.

Nesses locais, dois imóveis foram vistoriados por dentro, e ficou clara a necessidade de demolição de algumas estruturas a fim de minimizar o risco de acidentes. Outro ponto que chamou a atenção do coordenador do GGI dos Bairros foi a Rua Joaquim Gouveia de Albuquerque, devido a uma linha de alta tensão muito importante para o abastecimento de energia da capital.

“Nós iremos notificar a Equatorial para que a recomendação da Defesa Civil Municipal, de transferência da linha de alta tensão, seja providenciada o quanto antes. Caso isso não ocorra tomaremos medidas mais duras, mas não podemos mais esperar. Temos que nos antecipar para evitar um colapso em todas as áreas de atuação”, disse Ronnie Mota.

A vistoria terminou com uma volta pelos bairros de Bebedouro, Mutange e Farol, onde foi possível ver parte da operação para o tamponamento de alguns poços com material sólido, e avaliar o andamento do problema.

Para o coordenador da Defesa Civil Municipal, Abelardo Nobre, é urgente a atualização do plano de contingência para inclusão das novas áreas, remoção de famílias que estejam em áreas de risco e a antecipação para evitar possíveis sinistros.

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