VACINAÇÃO: ressocialização imuniza servidores e reeducandos contra o sarampo

O sarampo é uma das infecções com maior capacidade de transmissão. Esta é uma das razões para o Ministério da Saúde realizar uma campanha nacional de vacinação contra a doença, dividida em fases. A quarta fase segue até 31 de outubro e contempla pessoas com idade entre 20 e 49 anos. No sistema prisional, a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), por meio da Gerência de Saúde, concluiu a vacinação de todos os reeducandos e, agora, prepara-se para também imunizar os servidores da área administrativa.

O sistema prisional recebeu, até o momento, mais de quatro mil doses, com as quais já vacinou, além de todos os reeducandos, quase 200 servidores. A campanha segue no sistema prisional, e os servidores incluídos na faixa etária desta fase devem procurar a Gerência de Saúde portando o cartão de vacina para receber a dose. Para os servidores das sedes administrativas, um mutirão será realizado nos dias 8 e 9 de setembro, das 8h às 12h, no estacionamento da Seris.

Importância da vacinação

Pelo seu alto nível de contágio, o sarampo é tido como uma doença perigosa. Para se ter uma ideia, uma pessoa doente pode transmitir para até 18 pessoas. Sua disseminação ocorre por via aérea ao tossir, espirrar, falar ou respirar. O que a torna ainda mais transmissível é que uma pessoa não precisa ter contato direto com alguém doente, já que o vírus pode se disseminar pelo ar a metros de distância da pessoa infectada.

No sistema prisional, portanto, o cuidado é redobrado, como explica a subgerente de Saúde da Seris, sargento PM Taís Salvador. “Por serem pessoas privadas de liberdade e não terem acesso às redes de saúde para a vacinação, nossa ação é primordial no sentido de promover a saúde e evitar um surto de doenças virais, a exemplo do sarampo”, disse.

Sarampo no Brasil

Até junho deste ano, de acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, 5.642 casos de sarampo foram confirmados no Brasil. Isso coloca o país em um cenário de surto da doença nas cinco regiões. Os estados do Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina concentram o maior número de casos confirmados, totalizando mais de 97% dos casos.

Não existe medicamento específico para o sarampo. Os medicamentos disponíveis são utilizados são para reduzir o desconforto causado pelos sintomas da doença, como febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza ou nariz entupido, além de mal-estar intenso.

Por isso, é importante nunca utilizar qualquer medicamento sem orientação médica, a fim de se evitar riscos à saúde. Em caso de aparecimento destes ou de outros sintomas, procure uma unidade de saúde.




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