UM PROCESSO VULGARIZADO NO BRASIL! Sou contrário a um impeachment de Bolsonaro, diz Collor

Em live ao EL PAÍS o senador admite que o presidente não exerce a política como deveria e que seus métodos radicais beiram ao fascismo, mas se coloca contra uma terceira destituição presidencial desde o fim da ditadura

O senador Fernando Collor de Mello (PTC-AL), ex-presidente do Brasil entre 1990 e 1992, ganhou um fôlego novo nestes tempos de pandemia. Aproveitou a quarentena para interagir mais nas redes sociais, acessadas antes esporadicamente, e tem se surpreendido com o retorno. “Em um dia ganhei 8.000 seguidores”, contou surpreso na entrevista ao vivo para o EL PAÍS no dia 22 de maio. Hoje tem quase 60.000. “Fui o presidente da redemocratização do #Brasil, eleito em 1989 pelo voto do povo, e estou cumprindo o 2º mandato de senador por #Alagoas”, apresenta-se ele no Twitter.

O ex-presidente, primeiro civil a assumir o cargo pós ditadura (196401985), e também o primeiro a encarar um impeachment com a democracia restaurada, volta-se agora a um público mais jovem para reescrever sua história sem intermediários. Fez no Twitter um pedido público de desculpas pelo confisco da poupança em seu primeiro ano de Governo. “Pessoal, entendo que é chegado o momento de falar aqui, com ainda mais clareza, de um assunto delicado e importante: o bloqueio dos ativos no começo do meu governo. Quando assumi o governo, o país enfrentava imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês!”, contou ele. Seguiram-se uma sequência de tuítes ―e seguidores. Nesta sexta, já se mostrava mais à vontade para falar de assuntos aleatórios. “Alguém me perguntou se tomate é legume ou vegetal. Nem uma coisa nem outra: é fruta!”

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