TCU bloqueia recursos do Canal do Sertão após detectar sobrepreço em obras

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O Tribunal de Contas da União (TCU) investigou e encontrou indícios de sobrepreço nas obras do Canal do Sertão. Em reportagem exibida pelo Jornal da Globo nesta segunda-feira (11), o Tribunal apontou que o valor cobrado indevidamente às construtoras responsáveis pelas obras passa de R$ 119 milhões. Os recursos para o trecho 5 foram bloqueados pelo TCU.

Segundo investigou o TCU, as construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e OAS cobravam valores acima do mercado no Nordeste para executar as obras dos trechos 3, 4 e 5, que ainda não foi iniciado.

O governo, segundo mostrou a reportagem, pagou 127% a mais pelo metro quadrado de concreto, os serviços de escavação, carga e descarga foram superfaturados entre 102% a 152%, a mão de obra, 22% a 31%; os tubos de aço, de 20% a 36%; e a brita, incluindo o transporte, 31% a 113%.

Por conta das irregularidades detectadas, o órgão bloqueou os recursos do trecho 5, que já foi licitado e contratado, além de solicitar que os valores superfaturados sejam devolvidos.

À reportagem, a OAS não quis se manifestar sobre o caso. A Odebrecht e a Queiroz Galvão disseram que não comentam processos em andamento. Em resposta, o governo de Alagoas disse que os recursos financeiros para a obra são oriundos do Governo Federal, que já adotou as medidas cabíveis.

*Com informações do Jornal da Globo

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