Saiba quem são as vítimas do acidente de ônibus com universitários em SP

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Um ônibus lotado de estudantes universitários tombou por volta das 23h desta quarta-feira (8) na rodovia Mogi-Bertioga, entre as cidades paulistas de Biritiba-Mirim (região metropolitana) e Bertioga (litoral), e deixou ao menos 18 mortos e 17 feridos.

As vítimas são de São Sebastião, cidade do litoral norte de São Paulo, e faziam todos os dias esse trajeto, entre o município e Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo com duas universidades.

Damião Braz dos Santos, 36

Pedreiro, estudava engenharia civil na Universidade Braz Cubas. Segundo um primo, trabalhou por oito anos como cozinheiro em um hotel. “Ele saiu do hotel para trabalhar como pedreiro e realizar o sonho de estudar engenharia”, disse o primo. Damião saiu muito jovem da cidade de Mauriti (CE) para viver no litoral de SP, onde conheceu a mulher Juliana Xavier dos Santos, 34. O casal estava junto havia mais de 15 anos e tinha um filho de 12 anos.

Aldo da Silva Carvalho, 26

Piauiense, era estudante do 2º ano de engenharia. Deixa dois filhos e mulher. “Estamos todos abalados, é uma tragédia horrível”, disse o caseiro Marcelo Augusto, 49, tio de Aldo. O corpo de Aldo deve ser levado para o Piauí, onde ele nasceu.

Ana Carolina da Cruz Veloso, 23

Paranaense, era estudante de psicologia. Trabalhava em uma corretora de imóveis durante o dia e pegava o ônibus às 18h em Barra do Sahy, em São Sebastião, para ir à faculdade, em Mogi das Cruzes. Vivia desde criança em São Sebastião, em uma casa simples, de madeira, bem perto da praia. “É uma tragédia absurda, a gente não consegue prever”, diz Lauro Tavares, 55, tio de Carol, como era conhecida.

Gabriela da Silva Santos Oliveira, 24

Estudante de engenharia, ajudava o pai numa barraca de praia. O tio dela é caminhoneiro e faz três viagens por dia na serra palco do acidente. “O futuro se acabou todo na serra”, disse o tio.

Janaina Oliveira, 20

Estudante do último ano de farmácia na UMC (Universidade de Mogi das Cruzes). O pai dela, Jairo Oliveira, conta que preparava a festa de aniversário da garota, que seria no próximo dia 28. “Estou sem chão, sem saber o que falar. Leva tempo pra ferida cicatrizar, se é que um dia vai cicatrizar. Ela era sorridente, querida por todos”, diz o pai.

Rita de Cassia Alves de Lima, 19

Estudante de enfermagem na UMC.

Site folha.uol

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