Ronda no Bairro e Sesau realizam ação de combate ao suicídio no Centro

Quem passou pela Praça dos Martírios, no Centro de Maceió, na manhã desta terça-feira (10), percebeu uma movimentação diferente pela região. Isto porque o Programa Ronda no Bairro, do Governo de Alagoas, realizou, neste Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, uma ação de conscientização sobre a campanha Setembro Amarelo, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Além da distribuição de panfletos, os agentes conversaram com a população, que também teve acesso a serviços de higiene bucal e aferição de pressão arterial e glicose.

Diego da Silva, de 30 anos, foi uma das mais de cem pessoas que durante toda a manhã passaram pelo local e usufruíram dos serviços. Pai de duas adolescentes, ele disse ter achado o momento “de grande valia”. “Muitas vezes a gente não sabe como lidar com determinadas situações, e a gente tem vivido num tempo tão complicado. É bom conversar sobre esses assuntos e poder tirar dúvidas, esclarecer algumas coisas, que podem ajudar a gente e a outros”, afirmou.

Além do público transeunte, também estiveram presentes alunos do 2º e 3º anos do Ensino Médio do Centro Educacional de Jovens e Adultos (Ceja) Paulo Freire, localizado na Rua do Sol. Uma roda de conversa foi formada em meio à praça e, além do debate sobre adoecimento mental e suicídio, alguns estudantes se voluntariaram para dividir experiências pessoais e falar sobre a importância de buscar ajuda.

“Eu venho de uma relação familiar bastante conturbada e desenvolvi quadro de depressão a partir dos meus sete anos. Nesse tempo, já vivi muitas situações complicadas e que me fizeram, por diversas vezes, atentar contra a minha vida. Mas isso mudou quando fiz 18 anos, através de campanhas que eu participei e graças a ajuda de alguns amigos que me acolheram e orientaram a buscar ajuda profissional”, contou a estudante Bruna de Araújo, de 20 anos.

“A gente precisa estender esse debate e continuar falando sobre o suicídio todos os meses do ano. Além de desmistificar essa ideia de que psiquiatra e psicólogo são ‘médicos de doido’ e não ter vergonha de buscar socorro quando achar que é necessário, sabe? Porque foi assim que eu me vi livre. Hoje estou prestes a terminar os meus estudos, faço aula de dança e mesmo com as dificuldades da vida tenho aprendido a lidar com os problemas e sempre seguir em frente”, concluiu.

Ascom – 11/09/2019

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *