RENAN AGE COMO OPOSICIONISTA, MAS NÃO DEVOLVE OS CARGOS A MICHEL TEMER

ELE ATACA MICHEL TEMER, MAS NÃO ENTREGA SEUS CARGOS NO GOVERNO

O GOVERNO ACHA QUE RENAN OCUPA CARGOS DEMAIS PARA QUEM É ALVO DE 13 INQUÉRITOS POR SUSPEITAS DE CORRUPÇÃO NA LAVA JATO. (FOTO: TNH1)

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) esperneia, diz malcriações contra do presidente Michel Temer, aproxima-se do ex-presidente Lula, mas não fala em entregar os cargos que controla, no governo que tanto critica. No total, são uma dezena de boquinhas da melhor qualidade no governo, tanto em Alagoas quanto em ministérios. No Senado, a aposta é que Renan, no fundo, ainda sonha em fazer as pazes com Temer.

Renan indicou diretores com mandato, portanto indemissíveis, para órgãos tipo Sebrae e agências reguladoras como Anatel. Em Alagoas, o líder “rebelde” do PMDB nomeou aliados para cargos muito importantes, no âmbito da administração federal, como as chefias da Eletrobrás e das ambicionadas superintendências do DNIT e da Conab.

Estão também na generosa cota de cargos de Renan o governo federal o presidente da Eletronorte, Tito Cardoso de Oliveira Neto, e o ministro Helder Barbalho (Integração), que, embora tenha luz própria e seja filho de Jader Barbalho (PMDB-PA), velho amigo de Temer, o aval do senador foi decisivo para sua nomeação.

Com capital eleitoral em queda e amargando a 3ª posição em pesquisa de opinião sobre a disputa pelo Senado em Alagoas, Renan fracassou ao tentar demonstrar força política em um jantar esvaziado na casa da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), na última terça (4).

Caravana do atraso

O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), que preside a Comissão da Reforma da Previdência, e recoinhecido pela frontalidade, perdeu sua paciência com Renan, que ele define como alguém que luta para se transformar no “atrapalhador-geral da República”, com seu discurso de ocasião, contrário às propostas de Temer. A aproximação do senador alagoano com Lula, segundo Marun, “mostra a recomposição da caravana do atraso, que tem Renan como maquinista”.

Informações Davi Soares Diário do Poder

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