Reforma da Previdência dos militares vai economizar R$ 13 bilhões em 10 anos, diz Mourão

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, se reuniu nesta terça-feira com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, para discutir a reforma da Previdência dos militares, entre outros assuntos. Após o encontro, Mourão disse que a proposta elaborada pelo Ministério da Defesa está pronta, e que falta agora apenas o aval do presidente Jair Bolsonaro, que deve receber o texto na quarta-feira, após retornar dos Estados Unidos. Segundo Mourão, a previsão é que a proposta economize R$ 13 bilhões em dez anos.

— Já está tudo ajustado, ele (Azevedo) vai apresentar para o presidente amanhã, para o presidente fechar esse pacote. Não tem nada faltando definir por parte do ministério da Defesa, só a decisão presidencial agora — disse Mourão, segundo o Extra.

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Na véspera, Bolsonaro, que está em viagem oficial aos Estados Unidos, chegou a afirmar em rede social que a proposta seria aperfeiçoada. De acordo com Mourão, a alíquota de contribuição passará para 14%, sendo 10,5% do salário e 3,5% do plano de saúde.

— Vai aumentar para 14% ao longo dos próximos dois anos, 10,5% mais 3,5% do plano de saúde. Em torno de R$ 13 bilhões, (a proposta) vai economizar das Forças Armadas.

O número apresentado por Mourão é bem diferente do exposto pelo secretário da Previdência, Rogério Marinho, que disse que a previsão é economizar R$ 92 bilhões em dez anos. Marinho ressaltou, contudo, que essa esitmativa não inclui gastos com a reestruturação da carreira.

Fernando Azevedo e Silva disse que o texto será entregue a Bolsonaro na parte da manhã, e que pode ser enviado à Câmara dos Deputados ainda na quarta-feira.

— Conversamos sobre o projeto de lei que será apresentado ao presidente amanhã, e deverá, possivelmente, ser entregue no Congresso Nacional ainda amanhã. Estamos fazendo os ajustes finais para apresentação ao presidente da República amanhã ainda na parte da manhã.

19/03/2019

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