Polícia Civil prende integrantes de organização criminosa que aplica golpe do falso leilão

A Gerência de Recursos Especiais (GRE), da Polícia Civil, em operação coordenada pela Seção de Crimes contra Instituições Financeiras, prendeu, nesta terça-feira (25), cinco pessoas integrantes de um grupo criminoso responsável por aplicar o golpe do falso leilão.

O delegado Cayo Rodrigues explicou que os criminosos criam falsos sites na internet, replicando sítios eletrônicos de agências de leilão renomadas, ou mesmo criando novas, e atraem pessoas interessadas em fazer arrematações.

“Os interessados, induzidos a erro pela sofisticada apresentação eletrônica e social dos criminosos, efetuam lances em bens inexistentes e, acreditando que foram vencedores na disputa, efetuam a transferência do dinheiro para a quitação do lance na conta de empresas fantasmas criadas unicamente para o golpe”, frisou a autoridade policial.

Ele disse ainda que a fraude tem ocorrido em todo o Brasil, e se acredita que movimentou dezenas de milhões de reais nos mais diversos bancos do país, sobretudo os digitais, apenas este ano.

Entre os presos estão pessoas que cederam seus nomes voluntariamente para a criação de empresas fantasmas, algumas que sacavam o dinheiro das fraudes e destinatárias do dinheiro fraudulento. Eles foram autuados pelos crimes de integrar organização criminosa e estelionato e foram encaminhados ao sistema prisional alagoano.

 Dicas:

O delegado Cayo Rodrigues aproveitou para passar algumas dicas para que as pessoas ficam mais atentas e evitem cair neste tipo de golpe.

Entre elas destacou: acessar o site dos leilões diretamente (digitar o endereço). Não pesquisar em buscadores como o Google; verificar todos os dados da carta de arrematação, bem como os dados do leiloeiro (número de registro).

Ele também enfatizou que se deve verificar o CNPJ da empresa para quem se está enviando o dinheiro (natureza, objeto e data de criação); em caso de constatação de fraude, comunicar a polícia e a instituição bancária imediatamente; e sempre desconfiar de bens muito abaixo do valor de mercado, mesmo quando oferecidos em leilão.




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