PIB: Alagoas tem alta de 3,33% em 2017 e apresenta 3º maior crescimento do NE

Estado também apresentou variação maior que as do Nordeste (1,65%) e que a do Brasil (1,32%); Agropecuária e Serviços tiveram mais peso

A Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, nesta quinta-feira (14), os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas referente ao ano de 2017. De acordo com o estudo, o PIB do Estado apresentou alta de 3,33% em relação ao ano anterior, o que corresponde ao valor corrente de R$ 52,843 bilhões. Alagoas também teve o terceiro maior crescimento entre as unidades federativas da região Nordeste.

Segundo dados da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc), que é responsável pelo levantamento, a variação do PIB alagoano, nesse período, foi maior que a do Nordeste (1,65%) e que a do próprio Brasil (1,32%). “Apesar de o ano de 2017 marcar o início do fim da crise econômica que assolou o país, muitos estados ainda continuaram sentindo os reflexos causados pela recessão. A partir do PIB de 2016, percebemos que Alagoas foi o estado do Nordeste que menos sentiu esse efeito e, em 2017, a economia local se aproxima muito do patamar que ocupava em 2014, período anterior à crise”, explica o superintendente de Produção da Informação e do Conhecimento da Seplag, Thiago Ávila.

“Em 2017, o estado é um dos que apresenta crescimento, há uma retomada da atividade econômica e ela acontece, principalmente, em função da variação positiva apresentada pelos setores de Agropecuária e de Serviços”, completa Ávila.

Conhecida como sendo o setor primário da economia, a Agropecuária alagoana apresentou, em 2017, um crescimento real de 24,70% em relação ao ano anterior. O valor, que corresponde a R$ 8,493 bilhões, é calculado com base na variação da agricultura (26,99%), da produção florestal, pesca e aquicultura (16,06%) e, ainda, da pecuária (12,51%).

“O crescimento da produção na lavoura temporária, impulsionado pelas culturas de mandioca e abacaxi, por exemplo, bem como a produção de leite, fizeram com que o setor conseguisse desempenho expressivo, mesmo com a queda registrada na cultura de cana-de-açúcar”, pontua o gerente de Estatísticas e Indicadores da Seplag, Roberson Leite.

Dentre os produtos que tiveram destaque de crescimento no setor estão o coco-da-baía, a banana e a laranja. A pesca e aquicultura, de acordo com o estudo, também apresentaram desempenho significativo no PIB e expandiram com a produção de pescados como camarão, tambaqui e tilápia.

Setor de Serviços retoma crescimento

Com maior representatividade na dinâmica da economia alagoana, o setor de Serviços voltou a crescer em 2017, apresentando uma variação real de 0,85% em relação ao ano anterior. O valor corresponde à quantia total de R$ 33,287 bilhões.

“A variação aconteceu, em especial, por conta do comportamento das atividades do comércio atacadista, que teve alta de 6,81%, e do varejista, que variou 7,19%. Ambos contaram com uma menor taxa de inflação, juros mais baixos e melhora na renda do consumidor”, complementa Roberson Leite.

Além disso, o levantamento aponta que, em 2017, a atividade de alojamento e alimentação também impactou no resultado do PIB, apresentando crescimento de 8,45%. Assim como esta, o subsetor de atividades profissionais, científicas e técnicas, administrativas e serviços complementares refletiu 0,21% no cálculo. As atividades imobiliárias também cresceram, apresentando variação de 2,98% em relação a 2016.

O setor industrial, por sua vez, sofreu queda real de 6,27%, com um valor equivalente a R$ 6,018 bilhões. A variação foi impulsionada em função das dificuldades no setor sucroenergético, na construção e na produção de petróleo e gás natural, por exemplo.

Para conferir a nota técnica com os dados referentes ao PIB alagoano de 2017, basta clicar aqui.