Peixe em extinção de mais de 200 kg encalha em Pontal do Peba

Um peixe da espécie mero encalhou, já sem vida, na praia de Pontal do Peba, em Piaçabuçu, durante a manhã deste sábado (12). O animal, de 2,2 m e mais de 200 kg, não apresentava marcas de redes, anzóis ou ferimentos. Equipes do projeto Meros Brasil e da UFAL de Penedo estiveram no local. 

Uma equipe do Laboratório de Ictiologia e Conservação da UFAL de Penedo, que coordena o Projeto Meros do Brasil no estado de Alagoas, chegou à praia depois que receberam um chamado do instituto Biota e o Programa de Monitoramento de Praia da Visão Ambiental, da Bacia Marseal.

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Partes do peixe, como o estômago, músculo e algumas estruturas ósseas foram levadas para o Laboratório de Ictiologia e Conservação da UFAL Penedo para que exames pudessem ser realizados.  A intenção das análises é descobrir a causa da morte do animal, por meio de parasitos, ingestão de lixo, contaminação ou doenças. 

“A morte de um grande mero tem grande impacto, ecológico e social. Primeiro o ambiente recifal por perder um peixe adulto, reprodutor e predador de topo de cadeia. Depois perde o turismo local que poderia atrair turistas dispostos a mergulhar com um peixe dócil, curioso, de grande porte e criticamente ameaçado de extinção, afirma o biólogo Cláudio Sampaio, professor da UFAL de Penedo.

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Ainda de acordo com o biólogo, ameaçada de extinção no Brasil, encalhes de meros não são comuns, ainda mais com grande porte, mas caso a população se depare com encalhe é possível entrar em contato com órgãos responsáveis pelo resgate e preservação dos animais. 

Para acionar o projeto Meros do Brasil basta entrar em contato através do instagram e para conhecer mais sobre as ações da organização, e entender mais sobre o mero e como preservar a espécie,  basta acessar o site .O contato com Laboratório de Ictiologia e Conservação também deve ser feito pelo por meio do instagram.

Mais sobre a espécie 

Os meros podem crescer até mais 2,5 m e chegar a pesar cerca 350 kg. A espécie se encontra ameaçada de extinção em razão da pesca, da destruição dos ambientes costeiros e da poluição. Por isso, uma portaria interministerial foi instituída em 2015, visando a proibição da pesca, transporte e comercialização do mero em todo o território nacional.

De acordo com o projeto Meros do Brasil, vários fatores podem causar a morte de um mero. Alguns deles são doenças comuns à espécie, a subida inesperada de águas frias para a superfície, chamada de ressurgência, como a pesca irregular e a poluição. Na maioria das vezes peixe chega à costa devido ao movimento das correntes.

Quando os peixes são encontrados mortos, seja por encalhe, apreensão de capturas ilegais ou sendo capturados acidentalmente, equipes do Projeto Meros pode realizar exames que identifiquem o grau de contaminação do animal por mercúrio e outros metais pesados ou se existem agregações ou não por perto do local de encalhe, que são eventos reprodutivos. Também é possível descobrir se existem relações de parentesco entre os meros que já foram analisados.

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