Notificação de acidentes de trabalho é tema de treinamento

Frente à necessidade de disponibilizar informações consistentes e ágeis sobre a situação da produção, perfil dos trabalhadores e ocorrência de agravos relacionados ao trabalho, o Centro de Referência Estadual em Saúde (Cerest) realizou, nesta quinta-feira (20), uma oficina com técnicos dos municípios alagoanos que atuam nos Núcleos de Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Vigilância Epidemiológica Hospitalar. O intuito da ação foi atualizar esses profissionais sobre a importância de se preencher corretamente os formulários com dados dos agravos e doenças no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Durante o evento, foram discutidas as questões relacionadas aos acidentes com exposição à material biológico, acidentes graves e fatais, intoxicações exógenas e violência. Isso porque, essas são as causas que mais levam os trabalhadores à esfera hospitalar.

“Muitos trabalhadores chegam aos ambientes hospitalares e precisamos estreitar essa relação com os Núcleos de Vigilâncias Hospitalar, que possuem papel importante de fazer essa busca ativa. É uma política abrangente e, portanto, extrapola o setor saúde. Mas, dentro desse âmbito, temos essa interface com a urgência e a emergência, principalmente nos aproximando desses núcleos, que estão convivendo com eles diariamente”, destacou Gardênia Santana, supervisora do Cerest.

Na oportunidade, os técnicos foram estimulados a realizar mudanças nas fichas de notificações. Essa medida visa possibilitar que as informações ali descritas sejam as mais fidedignas, qualificando a informação sobre os agravos e doenças no Sinan.

“Esses técnicos têm a responsabilidade de não apenas notificar e investigar as informações sobre o acidente no formulário, e sim fazer isso com qualidade. temos muitas fichas, no entanto, os dados são muito inconsistentes. Então quando é feito um estudo a partir dessas fichas, ficamos prejudicados e, consequentemente, as nossas ações. Isso porque, como não temos os dados suficientes, ficamos impossibilitados de planejarmos procedimentos em prol da população”, ressaltou.

Entre os participantes, Ana Lúcia Alves, coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar da Unidade do Agreste de Arapiraca, destacou a importância da oficina para o seu trabalho. De acordo com ela, as informações repassadas irão ajudá-la no momento de realizar as Notificações dos Agravos e Doenças Relacionados ao Trabalho.

“Com essa atualização, vamos conseguir identificar, nos locais de trabalho, quais são as falhas que existem no processo produtivo e, com isso, melhorar nossa atuação. Quando não existe a notificação, o Núcleo encontra dificuldades, porque não temos como traçar o perfil dos acidentes e, por conseguinte, os municípios acham que estão em situação confortável, o que não condiz com a realidade”, evidenciou.

Participaram do curso, 29 técnicos dos hospitais que possuem Núcleos de Vigilância Epidemiológica. Além dos hospitais de Maceió, estavam presentem representantes de Marechal Deodoro, Porto Calvo, União dos Palmares, São José da Lage, Campo Alegre, Teotônio Vilela, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Santana do Ipanema, Pão de Açúcar, Delmiro Gouveia, Piranhas e Matriz do Camaragibe.

Ascom – 21/07/2017