Moradores cobram inclusão do Flexal e da Rua Marquês de Abrantes em área de risco

Dezenas de moradores e empreendedores do bairro de Bebedouro protestaram, na manhã desta segunda-feira (26), na Praça Lucena Maranhão, reivindicando a conclusão dos estudos de solo, a inclusão imediata do Flexal de Baixo e de Cima e da Rua Marquês de Abrantes no mapa de risco máximo, agilidade no fluxo de compensação financeira aos moradores de Bebedouro, bem como indenização imediata dos comerciantes que estão na iminência de uma falência generalizada.

O protesto foi convocado por Israel Lessa, líder do Movimento Luto por Bebedouro. “Os moradores do Flexal correm risco semelhante aos moradores das outras áreas que já foram desocupadas no Pinheiro, Mutange, Bom Parto e Bebedouro. São as mesmas evidências e o poder público ainda não avaliou os imóveis”, pontua Israel Lessa.

Ele reclama da inércia por parte da Defesa Civil, que tem demorado na avaliação de risco dos imóveis, fazendo com que as famílias fiquem nesta angústia, medo e cheias de incertezas sobre o futuro. “Os empreendedores estão sendo deixados por último. Os que ainda não faliram, estão desesperados sem saber de onde vão tirar recursos para pagar seus funcionários, muito menos como farão para manter as próprias famílias”, afirma Israel Lessa.

“É preciso que todas as partes envolvidas, Defesa Civil, Ministério Público Federal e Braskem corrijam esta injustiça, selem os imóveis e que as indenizações sejam pagas imediatamente”, completa. Isaias Ferreira, morador do bairro há mais de 40 anos, reclama da ausência da prefeitura de Maceió. “O sonho de muitas famílias está sendo destruído. Cadê a prefeitura? Pais e mães de família estão adoecendo. Trabalho no Hospital Miguel Couto há 25 anos e tem muitos moradores de Bebedouro procurando psicólogo, psiquiatra. Se não lutarmos hoje, o Flexal de Cima e de Baixo ficarão esquecidos, isolados”, desabafa.

Há quase 90 dias o Movimento Luto por Bebedouro deu entrada no MPF em um pedido para que o órgão ministerial interviesse para dar celeridade às análises de solo no Flexal, analisasse um laudo independente feito por um engenheiro condenando boa parte das casas, além de um abaixo-assinado dos moradores pedindo uma audiência com o MPF e urgência na inclusão do Flexal na área de criticidade máxima e no entanto, até agora, a Defesa Civil não fez esse trabalho de vistoria. “Com essa demora, a angústia dos moradores e empreendedores só cresce, tirando o sono e levando muitos ao desespero”, frisa Israel.




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