Marx aceita convite de Moro e após ouvir explicações vota por COAF na Justiça

O deputado federal Marx Beltrão (PSD) foi um dos poucos parlamentares federais do país convidados pelo ministro Sérgio Moro para uma visita ao Ministério da Justiça. No encontro, que aconteceu nesta quarta-feira (22), Moro apresentou as ações do ministério para o deputado alagoano, entre elas as metas para a atuação do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Após ouvir as explicações de Sérgio Moro, Marx Beltrão decidiu votar em plenário em prol da transferência do COAF para o Ministério da Justiça.

Há duas semanas a votação da MP 870, que reorganiza os Ministérios e transfere o COAF do Ministério da Economia para o Ministério da Justiça, evidenciou mais uma vez os erros de articulação política e comunicação interna do governo Bolsonaro. Por indicação do PSD, Marx Beltrão votou na Comissão que avaliava a Medida pela manutenção do COAF no Ministério da Economia. Agora a MP deve ir ao plenário da Câmara dos Deputados, possivelmente em votação nominal.

“O ministro Moro foi muito feliz em suas explicações, mostrando aspectos sobre o que se pretende implementar no Ministério da Justiça e qual o papel do COAF neste contexto. Por isso, diante das considerações do ministro, repensei meu voto e em plenário votarei por transferir o COAF para Justiça. Fico muito a vontade e tranqüilo com esta mudança, porque ela foi decidida diante de colocações pertinentes, produtivas e consistentes do ministro Sério Moro. Uma pena estas explicações não terem chegado antes por parte da articulação política do governo” afirmou Marx Beltrão ao Repórter Maceió.

MP 870

Em um dos primeiros atos de governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou uma medida provisória (MP) que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios e distribuiu algumas funções de uma pasta para outra. O ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro, por exemplo, perdeu na estrutura da pasta a Fundação Nacional do Índio (Funai) e ganhou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

No entanto, para que tenha força de lei, a MP 870 precisa ser referendada pelo Congresso Nacional. Se não for votada até 3 de junho, ela perde a validade, e Bolsonaro terá de recriar todos os ministérios extintos desde que recebeu o cargo de Michel Temer (MDB). A MP expõe a fragilidade da articulação política do governo e virou objeto de pressão contra Bolsonaro, encabeçada pelo grupo informal de partidos conhecido como centrão e que reúne legendas como PP, DEM, PR, PRB, MDB e Solidariedade.

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