Integração melhora resultados de combate à criminalidade em Alagoas

O trabalho integrado entre as forças de segurança em Alagoas, implementado pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SSP), tem contribuído muito para a redução da criminalidade no Estado. As ações conjuntas, com a participação inclusive de outros órgãos que não fazem parte da área policial, resultaram na desarticulação de diversas organizações criminosas e prisão de dezenas de criminosos.

A integração também existe entre setores e unidades dentro de uma mesma instituição policial. Foi o caso em que a Polícia Civil de Alagoas investigou a utilização indevida de senhas de defensores públicos por advogados.

O trabalho foi iniciado pelo delegado Rodrigo Sarmento, que ao investigar um homicídio detectou o crime. Ele observou que o caso tinha um aspecto de conotação cibernética, fez os primeiros levantamentos e encaminhou o caso para a direção da Polícia Civil que, por sua vez, enviou para que uma unidade específica desse continuidade e aprofundasse o trabalho de investigação.

Em relação a este caso, no dia 29 de julho último, a Delegacia Especializada de Roubos da Capital (DERC), comandada pelo delegado Thiago Prado, deflagrou uma operação para cumprir mandados de busca e apreensão, depois de ser designada pelo delegado-geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira.

Fugitivo de Goiás

A integração também existe com as polícias de outros estados. No final de julho, policiais civis do 52º Distrito Policial de Arapiraca, efetuaram a prisão de um homem acusado de homicídio na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás.

Após a prática do delito, o homicida, de 24 anos, comprou uma passagem de ônibus para Alagoas e acabou sendo preso na madrugada do dia 28 de julho, no terminal rodoviário de Arapiraca, no Agreste do Estado. Ele é acusado de outro crime na cidade de Atalaia, no interior alagoano.

De acordo como delegado  Fernando Lustosa, do 52º DP de Arapiraca, o delegado da cidade de Rio Verde-GO entrou em contato com a equipe plantonista da Delegacia Regional de Arapiraca, informando que um indivíduo havia assassinado José Rubens da Silva Filho, 28 anos, naquela cidade do interior goiano. Pediu apoio e a polícia alagoana acabou prendendo o fugitivo na cidade do Agreste.

Tráfico de drogas

Uma operação conjunta, com a participação de policiais da Delegacia de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, e policiais penais do Grupo de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit), do sistema prisional, coordenada pelo delegado Marcos Lins Machado, prendeu no dia 7 deste mês, um homem que estava transportando 40 kg de maconha, no bairro Riacho Doce, em Maceió.

Segundo as investigações, a droga estava escondida em um sítio e o homem desenterrou os pacotes e estava indo fazer a entrega dela. Ao tomarem conhecimento do fato, os policiais das duas forças de segurança montaram campana na AL-101 Norte e conseguiram interceptar o traficante na pista.

A ação policial conjunta teve como objetivo combater a atuação de facções criminosas que agem dentro e fora dos presídios.

Arrombamento de bancos

A Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC) também tem realizado várias operações conjuntas com outras unidades da instituição e de outros estados que resultaram no desmantelamento de organizações criminosas e prisão de pessoas envolvidas em crimes.

Uma ação da Seção de Roubos a Bancos da Polícia Civil de Alagoas – SERB/PCAL, em trabalho conjunto com o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado – DRACO/PCBA, da Bahia, e a Polícia Rodoviária Federal – PRF, efetuou a prisão de dois homens, de 37 e 48 anos de idade, nas cidades de Feira de Santana e Salvador, na Bahia, por envolvimento em arrombamento de instituições bancárias.

 De acordo com o delegado Cayo Rodrigues, titular da SERB (PCAL), a dupla é investigada pelo arrombamento de uma agência bancária do SICOOB e duas lotéricas no município do Pilar e no conjunto Eustáquio Gomes, em Maceió, em um mesmo final de semana em Alagoas, no mês de junho de 2020.

Operação Flashback 2

Outro exemplo de trabalhos integrados foi a denominada Operação Flashback 2, que envolveu mais de mil policiais em 11 Estados do país. Realizadas de forma simultânea e com o objetivo de combater a atuação da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), as operações Flashback II, Damas do Crime, Retomada e NJÖRD prenderam, em 28 de julho deste ano,  mais de uma centena de pessoas ligadas ao crime organizado. Nesta fase da ação, um dos focos foi combater o núcleo composto de mulheres.

A Operação Flashback II é fruto de investigações realizadas pela Divisão Especial de Inestigação e Capturas (Deic), pela Secretaria da Segurança Pública, as Polícias Civil e Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Alagoas. O Ministério da Justiça e Segurança Pública  (MJSP) e a Secretaria de Operações Integradas (SEOPI) colaboraram com as ações.

Em Alagoas, 101 mandados de busca e apreensão e de prisão foram expedidos. Destes, 80 foram somente na capital. Deste total, 40 alvos foram mulheres, sendo que quatro estavam presas. Do quadro masculino, 172 no total, 53 já cumprem pena.

A Polícia Civil de Alagoas, por meio da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), coordenada pelo delegado teve participação ativa nas operações, e foi a partir de suas investigações que as ações foram operacionalizadas.

Crime cibernético

Já em uma ação integrada entre as Polícias Civis de Alagoas e do Pará foi dado cumprimento a mandado de prisão e busca domiciliar, em 31 de agosto deste ano, em desfavor de um homem residente na cidade de Castanhal (PA). Ele estava sendo investigado por crimes de ameaça, injúria, difamação e importunação sexual contra a digital influencer Karol Calheiros.

As investigações foram promovidas pela Seção de Crimes Cibernéticos, da Divisão Especial de Investigação e Capturas (DEIC), após a vítima fazer um desabafo público que ganhou repercussão nacional e registrar a ocorrência na unidade especializada da Polícia Civil alagoana.

Segundo o delegado José Carlos, titular da Seção de Crimes Cibernéticos, o envolvido criou mais de 150 perfis falsos nas redes sociais para atacar diariamente a vítima, sendo identificado após trabalho técnico conjunto entre as polícias de Alagoas e do Pará.

Os mandados de prisão e busca domiciliar foram cumpridos pela PC do estado do Pará, por meio do Núcleo de Apoio a Investigação (NAI/Castanhal), sob coordenação do delegado Francisco Alairton Marinho Júnior.




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