HGE ganha mais dez leitos de UTI e passa a contar com 38 na unidade

A medicina intensiva cuida de pacientes críticos ou com alto nível de dependência. São doentes com chances de sobrevida e que demandam monitoramento constante. O Hospital Geral do Estado (HGE) já conta com 28 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), entre adultos e pediátricos, e a partir desta terça-feira (2), a maior unidade hospitalar de Alagoas ganhou mais dez, fruto do interesse do Governo de Alagoas em promover mais saúde aos alagoanos.

“Devido ao momento crescente de internamento de pacientes com a Covid-19, precisaremos desse reforço no enfrentamento da pandemia. Prevemos que os próximos dias sejam muito duros para os alagoanos. Sei que todos estão cansados, já é mais de um ano enfrentando essa pandemia, mas, não podemos desistir. Precisamos seguir avançando e salvando vidas”, declarou o secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.

Em paralelo aos novos leitos, a maior unidade de urgência e emergência de Alagoas também foi contemplada com novo teto, com novo revestimento na principal rampa de circulação interna e com treinamentos voltados às equipes que assistirão os pacientes que já começam a ser internados nesta terça-feira (2). O gerente do HGE, Paulo Teixeira, também parabenizou o empenho das equipes para a disponibilização dos leitos.

“Corremos contra o tempo para garantir esses novos leitos à população. Com o apoio da Sesau, estamos tornando a maior emergência em Alagoas ainda mais capacitada nos serviços e resolutiva no atendimento. O nosso objetivo é equipar todo o hospital, ofertando melhorias que repercutem na motivação dos colaboradores, são verdadeiros guerreiros da saúde”, afirmou Teixeira.

Investimento – Para os novos leitos, a Sesau adquiriu dez ventiladores mecânicos, dez monitores multiparâmetros, dez camas e mobiliários. Também planejou o acréscimo no consumo de insumos, medicamentos e outros materiais necessários para o desenvolvimento dos cuidados; além da destinação de 32 técnicos de enfermagem, sete enfermeiros, seis médicos, seis fisioterapeutas e um agente administrativo.

“Tudo foi construído com estudos baseados em resoluções, leis, portarias e literatura científica. Também contamos com o apoio importante da Engenharia, da Hotelaria, da Enfermagem e de outros setores que também abraçaram esse avanço assistencial. São novos leitos, cujos maiores beneficiados são os usuários do Sistema Único de Saúde [SUS]”, pontuou Paulo Teixeira.

A supervisora médica, Rosana Veras, acrescentou que, com o fim da pandemia, os novos leitos permanecerão em atividade, podendo ser destinados a pacientes com outras enfermidades ou que se recuperam de procedimentos cirúrgicos. Desse modo, um legado está sendo construído e passa a ser disponibilizado de forma permanente a todos os usuários do SUS.

“O cidadão que vem para o HGE procura ajuda e nós, que escolhemos estar aqui, temos que dá esse suporte. Por outro lado, é importante que toda a população adote hábitos de prevenção, como o consumo de alimentos saudáveis, o uso de equipamentos de proteção, o respeito às orientações para o distanciamento social, o uso de máscara e a higienização das mãos”, enfatizou a supervisora médica do HGE.

Referência – O investimento faz a diferença na manutenção da vida de muitos pacientes, como é o caso do vigilante Diego Felipe Vilela Lessa, de 31 anos. Apesar de não ter a Covid-19, ele precisou dos cuidados intensivos do HGE para se recuperar de complicações causadas pela infecção do apêndice (apendicite) e ficou feliz em saber que o hospital tem condições de acolher, com segurança, todos que necessitam de cuidados médicos.

“No fim do ano passado, eu sofri um acidente de moto, mas, apenas fiquei em observação, devido à perda de memória, que já recuperei, exceto a lembrança do momento do acidente. Mas, no dia 18 de janeiro, passei a sentir fortes dores abdominais. Então, eu fui com minha esposa e meu tio à UPA [Unidade de Pronto Atendimento] do Trapiche, onde o médico diagnosticou apendicite e me encaminhou para o HGE”, recordou Diego, pai de dois filhos.

Durante o exame de ultrassonografia, a equipe médica visualizou a necessidade de intervenção cirúrgica imediata. O procedimento de emergência foi considerado tranquilo pela equipe médica, entretanto foi necessário um leito de UTI para recuperação. Diego acredita que contar com o serviço intensivo foi muito importante, pois sentiu confiança ao observar o olhar atento de toda equipe multidisciplinar.

“Com a pandemia, eu fiquei sem poder receber a visita dos meus familiares. Mas a solidão é menor quando vejo que eles [os profissionais] estão me olhando, me dando uma medicação e perguntando se estou bem. Torço para que eu me recupere logo, possa voltar para minha rotina com minha família e com meus colegas de trabalho”, disse o paciente que já foi transferido para um hospital de retaguarda.

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