HGE contabiliza mais 1,2 mil atendimentos no fim de semana e ocupação de leitos na UTI Covid atinge 90%

No primeiro fim de semana de junho, o Hospital Geral do Estado (HGE) atendeu a 1.259 pessoas. No domingo (6), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) divulgou a ocupação de 90% dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) exclusivos para pacientes diagnosticados com a Covid-19. Por outro lado, nos mesmos dias, 555 pacientes receberam alta médica.

Foram 542 na Central de Triagem para Covid-19 e 717 na unidade hospitalar. Os casos clínicos confirmam a maioria das assistências, com 1.040 (82,6%) atendimentos nas duas unidades. Na Central de Triagem, 83 pessoas realizaram o teste e 23 apresentaram o resultado positivo para a Covid-19.

O hospital concedeu 555 altas médicas, 159 internações e 63 transferências; 48 procedimentos cirúrgicos foram realizados, entre eletivos e de emergência. O dia mais movimentado tanto no hospital como na Central de Triagem foi a sexta-feira (4), com 293 atendimentos na sede e 236 Central de Triagem. Entre os outros números do HGE, os acidentes apontaram 203 assistências, 144 deles casuais, 49 de trânsito e 10 de trabalho.

Durante o fim de semana, também foram notificadas 13 vítimas de agressões, sendo oito corporais, três por arma de fogo e duas por arma branca. Além de uma queimadura, uma tentativa de suicídio e um afogamento.

O médico e gestor do HGE, Paulo Teixeira, ressaltou que o afogamento envolve, em geral, pessoas saudáveis e jovens, podendo ocorrer, entretanto, em indivíduos de qualquer idade ou condições. “Pode-se dizer que é a principal causa de morte por ferimentos entre crianças com menos de 15 anos de idade. A grande maioria das vítimas sobrevive, contudo, algumas ficam com efeitos que vão desde lesões mínimas ou transitórias até insultos neurológicos profundos”, salientou.

Ele explicou que, após a remoção segura da vítima da água, a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) deve ser iniciada o mais rápido possível. “Após a chegada do paciente à unidade de emergência, as vias aéreas devem ser avaliadas e o oxigênio suplementar oferecido; deve-se verificar a temperatura central e auxiliar a ventilação conforme necessário”, esclareceu.

Em crianças com menos de um ano de idade, a prevenção, segundo afirmou o médico, incide na vigilância dos pais durante o banho na banheira. Entre as crianças em idade pré-escolar, a supervisão de um adulto, bem como, a instalação de cercas de proteção em piscinas podem prevenir de 50 a 90% dos casos.

“Os afogamentos de adolescentes e adultos jovens podem ser minimizados, evitando-se o uso de álcool e drogas ilícitas. No caso de idosos, o uso de proteção adequada em piscinas e a instalação de corrimão de banheira são medidas preventivas importantes também”, recomendou Paulo Teixeira.

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