“Feio e chato é fazer cidadão pagar mais impostos” diz Marx sobre nova CPMF

O ministro da Economia, Paulo Guedes, insiste na criação de um imposto nos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Chamado pela equipe econômica de Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), o tributo deve ter alíquota de 0,2% para saques e depósitos.

Em entrevista ao jornal Valor, Guedes afirmou que a arrecadação do ITF pode chegar a R$ 150 bilhões por ano. “É feio, é chato, mas arrecadou bem e por isso durou 13 anos”, afirmou, referindo-se ao prazo em que a CPMF vigorou no país. Segundo o ministro, a criação do imposto cobriria a desoneração da folha de pagamento.

Para o coordenador da bancada alagoana no Congresso Nacional, deputado federal Marx Beltrão (PSD), “a proposta de uma nova CPMF não pode representar simplesmente aumento de impostos para a população. Feio e chato é fazer com que o cidadão brasileiro, que já paga imposto demais, tenha que pagar mais impostos. Esperamos uma reforma tributária justa e que não represente mais custos para a sociedade”, afirmou o parlamentar.

Marx Beltrão tem tido um posicionamento crítico com relação à criação de uma nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Em agosto, em entrevista ao Repórter Maceió, o parlamentar disse que o assunto precisava ser debatido com o máximo de cautela pelos parlamentares.

“Não podemos aceitar um novo tributo, um aumento na carga tributária. Isto é inaceitável mesmo. Uma nova CPMF precisa ser apresentada com muito diálogo e com a premissa de não representar aumento da carga tributária. O Brasil não precisa de mais um imposto. Vamos na Câmara realizar este debate. Entendo as razões do governo, mas o que precisa ficar claro é que o contribuinte não acabará pagando mais impostos. Já temos impostos demais no Brasil” afirmou Marx Beltrão na ocasião.

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