‘ESTOU MORTA POR DENTRO!’, diz mulher presa após ataques em padaria

Lidiane Brandão Biezok se justificou após ter agredido funcionários e clientes de uma padaria em São Paulo

Estou me sentindo mal e destruída por dentro”, diz Lidiane Brandão Biezok, de 45 anos, ao jornal O Estado de S. Paulo. Na madrugada da última sexta-feira, 20, data em que é celebrada a Consciência Negra no Brasil, ela foi flagrada agredindo clientes e funcionários da padaria Dona Deôla, na Pompeia. “Você só serve para pegar meus restos”, disse, entre tapas, arremesso de objetos e ofensas racistas e homofóbicas como “bicha”, “veado” etc.

Lidiane foi conduzida por volta das 21 horas à 91ª delegacia de Polícia, na Vila Leopoldina, onde passou a noite de sexta para sábado, 21, quando foi solta sob fiança.

De acordo com o boletim de ocorrência, a advogada foi presa em flagrante por lesão corporal, injúria e homofobia (Lei. 7716/89) praticada contra dois artistas de 24 anos, que estavam consumindo no local na hora do incidente.

De acordo com as vítimas, elas haviam ido até a padaria para jantar e em determinado momento, observaram que a autora estava discutindo com uma funcionária. “Sabe o que você traz? Aids. Sabe o que você traz? Câncer”, disse Lidiane ao artista Ricardo Boni Gattai Siffert. Momentos depois, ela é vista puxando o cabelo do rapaz e deferindo tapas contra o rosto dele.

Em nota, o estabelecimento classificou os ataques como “lamentáveis”, afirmando estar à disposição das autoridades e em contato com as vítimas para oferecer apoio jurídico.




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