Empréstimo de R$ 50 milhões para Coruripe será alvo de ações na Justiça diante da falta de transparência

O prefeito Marcelo Beltrão (PP) quer que a Câmara de Vereadores de Coruripe aprove na manhã desta quarta-feira um empréstimo de R$ 50 milhões para “investimentos” na cidade.

Mas uma informação recebida pela redação do Repórter Maceió demonstra que a aprovação urgente do projeto pelos vereadores do município pode manchar a imagem da Câmara, rasgar o regimento interno da Casa e abrir uma crise com ações judiciais por parte do Ministério Público buscando anular a votação e o próprio empréstimo.

Tudo porque passos fundamentais para a tramitação da matéria não foram respeitados pelo parlamento mirim da cidade do litoral Sul, na ânsia de atender com rapidez o desejo de Marcelo Beltrão.

As inconformidades dão conta de falta de transparência, não detalhamento do destino da “bolada” e, especialmente, a não discussão do Projeto que autoriza a operação de crédito nas Comissões Internas da Casa.

Ou seja, se aprovado pelos vereadores a proposta representará uma afronta ao ordenamento jurídico da Câmara com desdobramentos jurídicos imprevisíveis.

Além do mais, outros dois fatores merecem destaque: primeiro, a não realização de audiências públicas na cidade para discutir com a comunidade onde serão aplicados os R$ 50 milhões, o que é totalmente desconhecido da população coruripense.

E segundo a estranha matemática e a bizarra alegação de que falta dinheiro na Prefeitura de Coruripe, uma vez que o ex-prefeito Joaquim Beltrão prestou contas ao final de sua gestão deixando R$ 90 milhões nos cofres municipais. Se falta recursos na prefeitura, falta explicar o que foi feito com o dinheiro deixado em caixa pela administração anterior.

A votação do Projeto acontece em meio a enorme polêmica, em um ano pré-eleitoral e diante da surpresa e indignação da sociedade local.

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