Em discurso feroz, Magno Malta diz que Brasil tem que amputar perna cheia de gangrena

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O discurso do senador Magno Malta (PR/ES), nono a discursar na sessão de admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, era um dos mais aguardados na tarde desta quarta-feira, no Senado. Depois da “pegadinha” na votação do processo pela comissão especial da Casa, quando leu o voto do ministro Jacques Wagner durante o impeachment de Fernando Collor, em 92, como se fosse o seu, Magno arquitetou sua fala com um tom apontado como escatológico nas redes sociais.

“O Brasil é como um corpo diabético, febril, com uma perna cheia de gangrena, pronta para ser amputada”, disparou o parlamentar, lembrando que vem “de uma família de diabéticos”, citando inclusive tias que tiveram membros amputados em decorrência da doença.

Malta atacou Lula, afirmando que o Brasil sofreu um “golpe de marketing” petista: “Ele aparou a barba, tirou a covinha do rosto”. O senador também responsabilizou o PT por atacar valores caros a ele, citando a pauta da legalização do aborto: “Eles destruíram os valores da família”.

Rei das metáforas

A comparação exótica não é um recurso, digamos, surpreendente na trajetória de Magno Malta. Em março de 2015, em um discurso inflamado no plenário do Senado, Malta tratou o governo Dilma como se fosse um “motorista bêbado sem habilitação”.

À época, o senador afirmou que não sabia “em qual Dilma” deveria acreditar, mencionando a campanha vitoriosa da presidente na disputa eleitoral de 2014 com a proposta de ajuste fiscal feita meses depois.

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