Drama de um craque e o legado para o esporte alagoano

Abro aqui um parêntese no noticiário local para replicar nota do jornalista Ancelmo Gois, em O Globo, publicada na edição de 23 de junho, sobre o ex-jogador Mendonça, 61 anos, ídolo do Botafogo-RJ.

Segundo a nota, o ex-meio-campista trava mais uma batalha contra o alcoolismo. Há dois meses, no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, Rio de Janeiro, o ex-jogador enfrenta insuficiência hepática, problemas cognitivos, respiratórios, gástricos e urinários.

O ex-atleta botafoguense foi para a clínica Jorge Jaber, também no Rio de Janeiro, para um tratamento de dependência química.

E o que tem a ver o craque carioca com o esporte alagoano? Tudo. Este destaque a Mendonça neste Blog Esporte Total tem um significado muito especial para este repórter/blogueiro. Foi por meio de uma reportagem na qual Mendonça era o principal personagem, em 2012, no Programa Globo Esporte, da TV Globo, que nasceu a inspiração deste jornalista para produzir a versão alagoana em reportar e editar um caderno de esportes chamado de Ídolos & Fatos, publicado sempre aos domingos por quase três anos, na Gazeta de Alagoas.

Goleiro alagoano César, ex-CRB e Corinthians, foi um dos personagens da versão alagoana (Foto: José Feitosa)

O nascedouro da ideia foi testemunhado pelos jornalistas Lelo Macena (atualmente no Portal Tudo na Hora) e Marcos Rodrigues, da Gazeta de Alagoas, que também assistiram à reportagem e foram a mola propulsora para a concretização da ideia nas páginas do matutino alagoano.

Uma das capas reviveu o duelo entre os ídolos dos anos 1970 Silva Cão e Geraldo Cassetete (Foto: Ailton Cruz)

Esta produção rendeu reportagens épicas com personagens e ídolos do esporte alagoano, alguns deles, infelizmente, esquecidos pela maioria dos desportistas e grande público.

Jacozinho, o craque do CSA que encantou Maradona (Foto: Felipe Brasil)

Tal trabalho também rendeu, por dois anos consecutivos, o prêmio máximo no jornalismo alagoano sobre informação esportiva: o Braskem de Jornalismo.

Trago à baila algumas capas destas reportagens como uma pequena amostra destes trabalhos, cujos registros fotográficos foram imortalizados por profissionais do quilate de Ailton Cruz, José Feitosa, Marcelo Albuquerque, Felipe Brasil e Ricardo Lêdo.

O alagoano Roberto Menezes, o craque que ameaçou o reinado de Piazza, da seleção brasileira de 70 (Arquivo Museu dos Esportes)

24/06/2017

Wellington Santos

Wellington Santos milita no jornalismo desde 1994, quando iniciou a carreira como revisor do extinto O JORNAL. Daí formou-se na área pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), e teve passagens como repórter e editor em jornais como Gazeta de Alagoas (por duas vezes), A Notícia e Primeira Edição. Atualmente atua como repórter no Jornal Tribuna Independente e exerce ainda a função de assessor de Comunicação desde 2003 no Governo do Estado. Como repórter esportivo, foi correspondente e colaborou para o Portal nacional Lance! e rádios do eixo Sul/Sudeste, além de colaborar para o Canal Esporte Interativo. Como reconhecimento ao trabalho desenvolvido, foi premiado duas vezes como repórter esportivo no Prêmio Braskem de Jornalismo em 2013/2014, e em 2016 com a melhor matéria no Jornalismo Impresso na editoria Saúde. Em 2012, foi à final do Prêmio Nacional Abdias Nascimento, realizado no Rio de Janeiro, com reportagem sobre os 100 anos do Quebra de Xangô em Alagoas.

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