Compra de lote é opção para facilidade de pagamento e toque pessoal à construção

Facilidade para pagamento e possibilidade de construir de acordo com suas preferências são o grande atrativo para quem opta por adquirir um terreno

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Na hora de adquirir um imóvel, uma pergunta que costuma vir à mente é: devo optar pela aquisição de uma casa já pronta ou comprar um terreno para construir? Um lote pode ser uma ótima opção, principalmente para quem busca facilidade para pagamento e a possibilidade de dar um toque pessoal à construção. “O consumidor que procura um terreno visa melhor custo/benefício em relação à compra de um imóvel pronto, uma vez que ele pode definir o prazo e o orçamento para a realização de cada fase de sua obra”, salienta Raquel Dei Santi, arquiteta e urbanista da Cemara Loteamentos, empresa fundada na década de 1970, que desenvolve empreendimentos residenciais e empresariais.

Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Caixa Econômica Federal, o custo nacional da construção civil em abril de 2015 alcançou o valor de R$ 923,58 por metro quadrado.

O resultado leva em consideração os materiais (R$ 502,33) e o custo da mão de obra (R$ 421,25). Já no caso do metro quadrado médio dos imóveis, os números se mostram bem maiores. Dados do índice FipeZap de 2015, por exemplo, indicam que o valor anunciado do metro quadrado médio das 20 cidades estudadas no período foi de R$ 7.599. “Se compararmos os investimentos, a conta de quem adquire um lote e constrói seu imóvel sai bem mais barata.”

Com esses valores, além de economizar, é possível que o comprador do lote erga uma casa com o dobro do tamanho de área construída, de acordo com o gosto e interesse do proprietário. “Ou seja, com o mesmo valor de investimento, o cliente consegue construir um imóvel maior e ainda ter a casa dos sonhos projetada da forma como desejar”, ressalta Carla.

Além disso, ela cita, as linhas de crédito para a construção da casa própria são mais atraentes quando o financiamento não é de 100% da obra, “o que não ocorre quando se compra um imóvel pronto ou na planta”.

Na hora de fazer a casa própria, o ideal é que o proprietário construa pelo menos 20% da obra total, o que, normalmente, corresponde à fundação e ao início da estrutura básica. Dessa forma, fica mais viável não depender sempre de empréstimos, com juros e prazos pouco vantajosos financeiramente.

“Caso o cliente necessite de financiamento para a construção, existe uma linha na Caixa Econômica Federal de quitação de lotes e financiamentos da obra por etapa de construção, com taxas bem atrativas. A Caixa também trabalha com cartão de crédito Construcard, no qual o cliente consegue parcelamentos de materiais de construção”, salienta Carla.

» Construir de acordo com as preferências do proprietário.

Para o consumidor que quer ter uma casa que contemple seus desejos, a compra de um terreno pode ser ideal. A disposição dos quartos, a área de lazer e o tamanho dos banheiros ficam a gosto do dono.

» Pagar o terreno para depois construir.

Para quem está com pouca grana, uma opção é pagar primeiro as parcelas do terreno para depois iniciar as obras. É uma forma de obter a casa própria sem onerar o orçamento familiar.

» Não ter a preocupação de desembolsar uma quantia de uma só vez.

É possível fazer dois planejamentos, um para construir a casa – levantar as estruturas – e outro para colocação de materiais de acabamento – como pisos, azulejos, janelas e pintura.

» Barganhar preços na compra dos materiais.

Ao construir a própria casa, o consumidor pode fazer pesquisa junto aos diversos estabelecimentos para identificar os produtos que serão usados na construção. Ele poderá alinhar custo com qualidade e ter a certeza de que seu imóvel terá materiais de primeira linha.

Uai
13/08/16