Comissão de delegados indicia três pessoas pela morte de ex-vereador

A comissão composta pelos delegados José Carlos, Lucimério Campos e Bruno Emilio, da Polícia Civil de Alagoas, instituida para investigar o homicídio que teve como vítima o ex-vereador Carlos Miguel de Sá Ferro, revelou na manhã desta segunda-feira (31), que concluiu parte das investigações e indiciou três pessoas pela execução do crime.

Os envolvidos, que já estavam presos pelo homicídio do empresário Jose da Silva Maia Neto, ocorrido no dia 01 de abril de 2020, tiveram suas prisões decretadas também pela morte de Miguel Ferro.

Segundo o delegado José Carlos, a pericia técnica nas armas apreendidas dos suspeitos foi essencial para as conclusões da comissão de delegados.

De acordo com o perito criminal Ricardo Leopoldo, o Instituto de Criminalística de Alagoas recebeu requisição para realizar o exame de comparação balística nas armas apreendidas em flagrante com os autores de cometer um homicídio no bairro da Serraria. Além das armas, uma pistola 380 e uma pistola 9mm, também foram enviados para o Laboratório de Balística, estojos coletados em dois locais de crime e um projétil retirado do corpo de uma das vítimas.

“Examinei os estojos encontrados no local de crime que vitimou o empresário José da Silva Maia Neto, e comparei com os estojos localizados e recolhidos na cena do crime que vitimou o ex-vereador Carlos Miguel de Sá Ferro, e ainda com um projétil retirado do seu corpo. Na comparação balística ficou comprovado que o projétil encontrado no cadáver do ex-vereador foi propelido pela pistola .380, e os estojos de uma pistola 9mm encontrados nos dois locais de crimes foram percutidos e detonados pela mesma arma, ambas pistolas apreendidas com os suspeitos”, explicou o perito.

O delegado Lucimerio Campos explicou que o grupo indiciado aparenta características de matadores de aluguel, e os envolvidos responderão por crime de homicídio qualificado e associação criminosa.

Para o delegado Bruno Emilio, outro fator decisivo para as investigações,  foi o trabalho conjunto realizado pela polícia e a comissão dos promotores de Justiça Rodrigo Soares, Kleber Valadares e Guilherme Diamantaras designados para o caso.

O delegado Bruno ainda acrescentou que as investigações continuam pois o mandante do crime ainda não foi identificado.




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