Censo Imobiliário: “Maceió está se aproximando do limiar da falta de imóveis”


Consultor alerta para a falta de imóveis novos na capital

Consultor Fábio Araújo apresentou a análise realizada pela empresa Brain

A análise foi realizada pela Brain, empresa responsável por pesquisas do setor em todo o país, fornecendo dados primordiais para Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). De acordo com Alfredo Brêda, presidente do Sinduscon-AL, os números apresentados no estudo vão servir para mostrar aos empresários, corretores, compradores de imóveis e à sociedade a real situação do mercado imobiliário alagoano.

“Este censo é um instrumento essencial para toda a classe empresarial, facilitando desta forma, nossas decisões em investimentos e oportunidades. Estamos entregando ao setor uma gama de informações fundamentais para quem quer construir e investir”, afirmou Alfredo Brêda.

Os dados foram apresentados pelo consultor Fábio Tadeu Araújo. Durante a palestra, ele abordou o cenário econômico nacional e fez uma comparação com as fases de crise e de aquecimento do setor. Segundo ele, a indústria da construção foi uma dos mais afetadas pela crise econômica. “O setor já gerou 2 milhões de empregos e, hoje, são apenas 529 mil trabalhadores com carteira assinada em 2018 em todo o país. Isso é um dos principais reflexos desse momento”, disse o consultor.

Censo

O censo imobiliário apresentado no Sinduscon-AL trouxe dados que surpreenderam os participantes do evento. De acordo com consultor da Brain, faltam imóveis novos em Maceió, resultado do baixo número de lançamentos residenciais nos últimos anos. “Maceió está se aproximando do limiar da falta de imóveis”, disse.

Fábio Araújo destacou na apresentação que 30% dos consumidores só conseguem comprar imóveis na planta. Outro fato da pesquisa é que Maceió não tem mercado de loteamento de luxo, ao contrário de outras capitais do Nordeste.

A pesquisa apontou que o bairro do Tabuleiro do Martins lidera o número de imóveis residenciais comercializados em 2018, seguido dos bairros da Ponta Verde, Antares, Jatiúca e São Jorge. “Apartamentos de dois quartos respondem por mais da metade das vendas das unidades residenciais na capital”, ressaltou o consultor.

Segundo Fábio Araújo, um dos principais desafios dos empresários é quanto ao programa Minha Casa Minha Vida. “Houve uma queda no lançamento de residenciais do programa Minha Casa em todo o país. Em Maceió não foi diferente. O setor aguarda com expectativa sobre como o programa vai  reagir este ano”, disse.

A Brain é responsável pela pesquisa imobiliária em 15 estados, com mais de 20 entidades. Em Maceió as informações são passada por 85% das construtoras e 15% de imobiliárias.

15/04/2019