Catador acha cofre com mais de R$ 35 mil, devolve dinheiro e diz: “Sou honesto”

O catador de lixo Manoel de Sá, de 63 anos, não imaginava a surpresa que teria ao acordar para mais um dia comum de trabalho na quinta-feira (27/8). Enquanto catava materiais para reciclagem, ele encontrou R$ 36 mil dentro um cofre descartado pela Polícia Civil em Araçatuba, no interior de São Paulo. A quantia foi vista dentro de um fundo falso e o cofre foi encaminhado para perícia da corporação.

“Fiquei apavorado e comecei a gritar. Nunca tinha visto tanto dinheiro em espécie na minha vida. Eu olhei e tinham pacotes e pacotes”, desabafou o homem ao portal G1.

“O cofre já estava aberto e todo amassado. A coordenadora pediu para pegá-lo. Eu me aproximei, chutei a tampa, que estava difícil de abrir, e vi o dinheiro separado em notas de R$ 100 e de R$ 50. Não precisei usar nenhuma ferramenta”, contou.

Funcionário da Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Recicláveis de Araçatuba (Acrepom), ele relatou que iria utilizar o objeto como suporte de uma pia improvisada. Cerca de 26 trabalhadores integram o quadro no galpão, com média salarial de R$ 1,2 mil por mês. No total, o local consegue arrecadar de R$ 30 mil a R$ 35 mil com a venda de todos os materiais.

“Eu estou trabalhando há três anos. Foi a primeira vez que encontrei dinheiro nos objetos. Me sinto gratificado, porque fizemos o certo em devolver a quantia”, prosseguiu Manoel.

Histórico do cofre
Segundo a Central de Polícia Judiciária de Araçatuba, o cofre foi encontrado após uma denúncia anônima a policias militares em 2018. Os investigadores desconfiam que o objeto tenha sido furtado e destruído. Porém, os criminosos não reconheceram o fundo falso à época, e teriam deixado para trás a quantia. Em seguida, o objeto foi transferido para a Central de Polícia Judiciária em 2019, sendo codificado e guardado novamente em um depósito.

Em uma limpeza nos materiais apreendidos pela polícia, o cofre foi descartado novamente por já estar inválido ao uso devido aos rombos do último furto. Com o ato, o cofre foi parar nas mãos de Manoel, que fez questão de devolver a quantia.

“Eu gosto de deitar minha cabeça no travesseiro e dormir tranquilo. Não conseguiria fazer isso se tivesse pegado o dinheiro. Usei minha honestidade que meu pai e minha mãe me ensinaram”, finalizou o catador.




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