Campanha de Alfredo Gaspar pede à Polícia Federal apuração e punição de suposta compra de votos

A coligação Maceió Mais Forte apresentou à Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, na tarde desta sexta-feira (13), um requerimento em forma de Notícia Crime com Pedido de Providências, para apuração e punição de uma suposta compra de votos por parte dos candidatos Davi Davino Filho e Davi Davino, a partir da apreensão de dinheiro e santinhos com propaganda dos dois políticos.

A peça assinada pelo coordenador da campanha de Alfredo Gaspar, advogado Cacá Gouveia, pede “rigorosa apuração dos fatos amplamente repercutidos na imprensa na manhã de hoje, a fim de exemplarmente punir não apenas o executor material do delito, mas os autores intelectuais e beneficiários diretos da ação criminosa”, segundo consta no texto do documento.

A coligação também pede acesso a todos os documentos (traslado) que já tenham sido coletados e produzidos no Inquérito Policial que investiga o “fato típico de reprimenda eleitoral, notadamente pelas evidências de consumação dos tipos previstos nos artigos 299 do CE, 41-A da Lei 9.504/97, e 22, XIV, da LC 64/90”, pontua o requerimento.

O carro do servidor da Assembleia Legislativa foi interceptado pela polícia quando se dirigia à cidade de Marechal Deodoro. Um documento lavrado na ocorrência cita o que foi apreendido: R$ 21.157,00 em espécie; santinhos com o nome dos dois candidatos, Davi Davino Filho e Davi Davino, e cheques em branco no valor de R$ 35.065,00 no nome do servidor. O servidor estava com computador e aparelhos de telefone que também foram apreendidos.

“A democracia não está à venda. O seu exercício precisa ser pleno e pautado pela liberdade de expressão, força motriz da autoestima de um povo. E quando se atenta contra essa democracia, ainda mais se utilizando da mais vil de todas as artimanhas, que é a luta das pessoas menos favorecidas pela própria sobrevivência, se faz necessária uma ação enérgica e assertiva”, defende o texto do pedido de providências protocolado pela Coligação junto à Polícia Federal.




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