Bolsonaro pede investigação de fenômeno de rachaduras em Maceió


O presidente Jair Bolsonaro fez uma reunião extraordinária nesta sexta-feira, 11, para discutir a situação de moradores do bairro de Pinheiros, em Maceió, capital de Alagoas. Dezenas de imóveis, além de ruas e avenidas, apresentam rachaduras. Segundo a prefeitura, cerca de 6 mil pessoas foram afetadas pela situação. O fenômeno já provoca a desocupação de casas e edifícios.

Bolsonaro determinou que o governo federal adote ações para agilizar a identificação do fenômeno encaminhar medidas para a resolução do problema. As rachaduras começaram em fevereiro do ano passado, em dezenas de apartamentos do bairro, depois das chuvas que caíram na região entre os dias 15 de fevereiro e 3 de março, atesta o Terra.

As fissuras afetam apartamentos, estabelecimentos comerciais e residências no bairro do Pinheiro, causando medo na população, que diz já ter percebido abalos. Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil iniciaram nesta sexta-feira, 11, estudos na Lagoa Mundaú, em Maceió, para identificar possíveis causas das rachaduras. O trabalho deve ser concluído até o fim de fevereiro.

O geólogo Ronaldo Bezerra, do Serviço Geológico do Brasil, explica que o estudo na Lagoa Mundaú utilizará equipamentos geofísicos que dão menos impacto na área. “A gente vai fazer o levantamento batimétrico, que é a leitura da profundidade, e também vai ser aplicada uma sísmica rasa de baixa frequência para não causar muito impacto, já que é uma investigação mais profunda”, explicou.

Na terça-feira, 8, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) apresentaram algumas hipóteses sobre a causa das rachaduras. Os técnicos acreditam que o problema foi provocado por uma exploração de sal no bairro, pelo surgimento de uma depressão no solo ou pela localização da região em uma área tectonicamente ativa.

Em dezembro do ano passado, o município de Maceió decretou situação de emergência em três bairros da capital – além do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, onde foi detectada uma série de fissuras logo após as chuvas, foram incluídos no decreto. Desde que as rachaduras começaram a aparecer no bairro, a população já fez vários protestos para chamar a atenção das autoridades.

12/01/2019