Após decisão do STF, guerra de facções deixa mortos e rastro de pânico

O Rio de Janeiro está vivendo dias de terror. O estado assiste praticamente de mãos atadas uma guerra entre facções criminosas que já deixou duas vítimas fatais, entre elas uma mãe que morreu ao tentar proteger seu filho durante um dos tiroteios.

O conflito entre os traficantes é pelo controle do Complexo de favelas do São Carlos, na Região Central do Rio, e já dura mais de 24 horas, segundo informações do G1, mas o confronto entre os criminosos já dura desde quarta-feira (26), entrando nesta quinta, 27.

A intensificação da violência no RJ nas últimas horas pode ter sido potencializada por uma decisão tomada pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no começo do mês, os quais formaram maioria para manter a proibição de operações policiais em favelas do estado durante a pandemia do novo coronavírus.
O governador Wilson Witzel se manifestou nesta quinta sobre o assunto, fazendo uma crítica indireta à decisão da Corte: “A segurança pública é nossa prioridade, mas, por determinação judicial, a atuação das polícias está limitada no RJ”, escreveu ele.

“A impossibilidade da presença permanente da força policial no interior das comunidades deixa parcela da sociedade do Rio de Janeiro refém do controle pelos narcoterroristas que fazem das áreas de domínio nas comunidades seus grandes bunkers e expandem livremente sua atuação”, destacou Witzel.

A deputada federal Major Fabiana, que é da PM no Rio de Janeiro, responsabilizou o Supremo e o governo local. “Escalada absurda de violência no Rio de Janeiro nas últimas 24 horas. STF e Witzel são os únicos culpados”, escreveu a parlamentar em seu Twitter.

Além das vítimas fatais, sequestro e intensa trocas de tiros foram registrados no complexo de favelas alvo dos traficantes. Veja gravação abaixo:

Com informações de Opinião Crítica




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