Alagoas maior comercializa mais de R$ 50 mil em produtos locais em shopping de Maceió

O Programa Alagoas Maior fecha 2021 com uma série de conquistas na promoção, comercialização e incentivos de produtos com selo Made in Alagoas. Uma delas é o saldo de vendas da loja instalada no Parque Shopping Maceió, que contabilizou R$ 50 mil em negócios, beneficiando os pequenos grupos produtivos que estão integrados no programa do Governo de Alagoas.

No total, onze grupos produtivos atendidos pelo Programa Alagoas Maior, entre cooperativas e associações de pequenos produtores, fizeram parte da loja do programa no espaço cedido pelo Parque Shopping Maceió, ampliando as possibilidades de comercialização e divulgação de seus trabalhos.

Entre os produtos, mel e própolis de Piranhas e União dos Palmares; sequilhos de Quebrangulo; jogos de mesa das bordadeiras de Entremontes, no Sertão; colares e cocás da tribo Xukuru-kariri; sandálias, cintos e bolsas em couro de tilápia, de Piranhas.

O Programa Alagoas Maior, criado em 2019, atende mais de 28 cooperativas e grupos produtivos de três regiões do estado. Desenvolvido pelo governo estadual, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em parceria com o Sebrae Alagoas, o programa capacita os grupos atendidos, gerando desenvolvimento, empregos diretos e indiretos e renda para os pequenos e médios produtores alagoanos.

Para o secretário do Desenvolvimento Econômico e Turismo, Marcius Beltrão, o resultado das vendas da loja no Parque Shopping mostrou a importância e o crescimento do Programa.

“O Alagoas Maior veio para evidenciar as potencialidades dos pequenos negócios locais e criar com eles estratégias para o seu desenvolvimento, potencializando o empreendedorismo e alcançando novos mercados. Com a loja, os grupos ampliaram canais de vendas e se consolidaram no mercado alagoano e nós já estamos ansiosos para anunciar as próximas ações”, explica o secretário.

A produtora da Associação de Doceiras e Artesãs de Palmeira dos Índios, Maria Cícera, relata que a loja ampliou a arrecadação do grupo alavancando as vendas da associação e possibilitou a abertura de novos mercados, em especial diante do cenário de pandemia.

“Por causa da pandemia, nós estávamos sem conseguir vender nossos produtos, sem conseguir pagar dívida e com tudo no vermelho. E a loja no shopping veio justamente para isso: ela tirou a gente do buraco. Estamos com tudo em dia, produzindo, vendendo. Para a gente essa plataforma foi muito importante. Com o artesanato indígena, nós estávamos vendendo mais de 2 mil reais mensalmente, e essas vendas desafogaram” destaca Maria Cícera.

Percepção que é compartilhada pela produtora do grupo Café na Mesa, Maria Josélia dos Santos. “No shopping nós vendemos dezenas de embalagens de broa por mês, e essas vendas animaram muito o nosso grupo. A loja foi uma força muito grande, e trouxe uma outra energia para o nosso trabalho, além de ser uma entrega do Alagoas Maior que impactou muito as nossas vendas. E o Programa só tem trazido coisas boas para o nosso grupo: antes a gente não tinha rótulo, não tinha código de barras, agora a gente está com tudo isso certinho por causa do programa”, expõe.

No total, onze grupos produtivos, entre cooperativas e associações de pequenos produtores atendidos pelo Programa Alagoas Maior, participaram da Loja no espaço cedido pelo centro comercial, ampliando as possibilidades de comercialização e divulgação de seus trabalhos.

Alagoas Maior

As atividades hoje desenvolvidas pelo Alagoas Maior, que são coordenadas dentro da Sedetur pela Superintendência de Desenvolvimento Regional e Setorial (Suder), antes eram desempenhadas pelo Programa Arranjos Produtivos Locais (PAPL), que focava o atendimento em atividades produtivas, estruturando organizações coletivas, como associações e cooperativas. Seu objetivo era gerar emprego e renda para famílias em situação de extrema pobreza.

Após a estruturação desses grupos, em 2019, o PAPL passou a ser Alagoas Maior, coordenado por meio de um convênio feito pela Sedetur e Sebrae Alagoas, com foco na melhoria do produto de cada negócio, desde a produção até a embalagem encontrada nas prateleiras, promovendo uma série de consultorias e capacitações.

“No passado nós tínhamos uma dificuldade muito grande no cooperativismo em Alagoas. Mas com o apoio e capacitação que a gente está dando e com a presença do Estado ao lado desse sistema cooperativista tem permitido a gente alcançar metas que são importantes para a economia de Alagoas e para o desenvolvimento dos grupos produtivos, e a geração de renda na vida dessas famílias” reforça o superintendente da Suder, Alay Correia.

Atualmente o programa atua prioritariamente em três regiões do estado – Serrana dos Quilombos, Agreste, Sertão – abrangendo cinco atividades produtivas em 46 municípios. As ações são desenvolvidas em 30 grupos coletivos (entre associações e cooperativas), impactando diretamente 2.180 empreendedores e indiretamente cerca de 10.900 pessoas.

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