Tribunal nega pedido de liberdade de Nuzman


O desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) negou, na noite desta quarta-feira, um habeas corpus pedido pela defesa de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Ele está preso preventivamente desde a última quinta-feira, acusado de participar de um esquema de compra de votos para que o Rio de Janeiro fosse sede dos Jogos Olímpicos de 2016, atesta o Extra.

Abel Gomes destacou que há elementos que indicam uma “sofisticada conduta de corrupção”, da qual participariam, entre outros, Nuzman e o ex-governador Sérgio Cabral. Para o desembargador, o caso é uma “hipótese rara de delito de corrupção”, já que os valores supostamente solicitados pelo dirigente eram repassados para outras pessoas, “exatamente para possibilitar evento que multiplicariam o volume de obras e serviços a serem contratados pelo Governo, que era exatamente o foco das possibilidades de ganho ilícito da organização”.

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Nesta quarta-feira, Nuzman renunciou ao cargo de presidente de presidente do COB, depois de 22 anos no comando da entidade. A carta de renúncia foi lida na assembleia extraordinária do COB.

11/10/2017